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Tortura

  • 15 de mai.
  • 1 min de leitura

Roberta Valente



Manhã de domingo, cama desfeita, cheiro dele. O perfume das rosas entrava pela janela semiaberta, se misturando ao cheiro de sexo, inebriante... Olhar distante, pensamentos perdidos. Via-o, quase o tocava. Lembrava de cada centímetro da nudez do corpo, que observava avidamente, enquanto o vendava. Percebeu a pele arrepiada, as mãos trêmulas, o desejo intenso, a vontade louca de ser possuído. As lembranças congelaram em seu gemido, quando ousadamente, tocou os lábios úmidos nos mamilos duros, descendo ao peito, puxando os pelos com os dentes, até ouvir os gemidos. Estava sôfrego, à queria, estava proibido... Não podia tocá-la, não podia desfrutá-la como desejava naquele momento... A língua quente, úmida, agora descia, contornando o umbigo, descendo ao quadril, quase contornando-o... Ereto, ardente, queria seus lábios, porém: - ainda não, disse ela – deslizando a língua... A suavidade percorria a virilha, entre as coxas, subindo... Rolou-o de costas, dobrou o joelho, acariciando-o, Se pôs a brincar entre as nádegas, desconfortável, inebriante, desejoso... Sentia o desespero, era isso que queria, dominá-lo... como sempre à dominou Estava conseguindo, estava satisfeita... A boca, então encontrou o membro duro, úmido, vibrando... A língua percorrendo toda a extensão, Indo... Vindo... Circulando... As mãos acariciavam o falo inquieto... A boca continuava a dançar, aberta, cheia de prazer e satisfação. Então... Gemidos, agora mais fortes, ecoavam pelo quarto, explodindo em prazer absoluto... Ela vingou-se, apertou os lábios, movimentos acelerados ... Então o estouro... O calor inundando a boca... O gemido prazeroso, a pele arrepiada, lá estava ele, entregue a própria sorte nos braços dela...


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