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O sonho perfeito

  • 25 de mai.
  • 2 min de leitura

Atualizado: 5 de jun.

Roberta Valente



Valentina acordou suada, pele arrepiada, respiração ofegante. Como em todos as outras noites havia sonhado com Rogério. Ele estava sempre presente em seus pensamentos e deixava suas noites conturbadas. Acordava suada, trêmula e o coração acelerado a cada aparição dele. Nesta noite não foi diferente: ele apareceu em sua porta de madrugada, trajava bermuda e camiseta. Ela viu a silhueta no vidro da porta, não precisava abrir para saber quem era, conhecia aquele corpo em todos os detalhes. - Oi, tudo bem? - Quero você, agora – disse Rogério com voz trêmula. Ele não costumava bater na porta das pessoas de madrugada querendo fazer amor, pelo menos era o que achava. - Vontade de você, precisei vir, desculpe. Não deixou que ela respondesse. O beijo quente e ao mesmo tempo suave foi tomando corpo e descendo, ela sabia que seria despida ali na porta mesmo se não entrasse já. A camisola não resistiu, escorregou pelas pernas. Deitou-a ali mesmo no chão coberto com um grosso tapete. Ela sabia que não poderia resistir, ou melhor, que não queria resistir aos toques dele. Diferente de todas as outras vezes, ele estava ansioso, atrevido. Os beijos quentes a estavam enlouquecendo de tesão, os dedos dele entre as pernas, tocando-a. Procurando lugares escondidos, ela imaginava o que queria, não iria decepcioná-lo. Puxou-o para o chão, antes que pudesse protestar levou o calção para o lado. Coberto somente pelo tecido de linho, estava o que buscava, enrijecido, nervoso. Levou a língua devagar, abrindo caminho entre os pelos, massageando, subindo, até encontrar o líquido quente escorrendo. Saboreou-o lenta e calmamente. Sabia enlouquece-lo. Com um gesto rápido deitou-a debruçada sobre o sofá, sem palavras, arrebitou suas nádegas. Valentina se ofereceu sem temor, conhecia-o melhor que qualquer um. Estava ensopada, sentia escorrer tesão pelas pernas. Agora ele a estava abrindo-a. O quadril arrebitado, firme pelas mãos que não a deixavam mover-se. O vai-e-vem era agora estava rápido, ela apertava-o dentro de si. Então, os dedos no meio de suas nádegas, abrindo caminho. Ela sabia o que viria, era tudo o que queria naquele momento. Rogério foi crescendo dentro de suas partes mais íntimas, sentia seu calor, sentia a necessidade de tê-la naquele momento. Agora ela gozava desesperada, ele também a enchia com seu líquido quente. O coração acelerado, as pernas trêmulas, o suor escorria. Assim ela acordou, exausta de seu sonho.


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