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Desencontro

  • 25 de mai.
  • 1 min de leitura

Atualizado: 5 de jun.

Roberta Valente



 Ela se sentia exausta, o dia foi pesado, porém seus pensamentos não paravam, pensava no dia anterior. O encontrou em um café como haviam combinado. Seus olhos estavam marejados, as lágrimas escorriam lentamente. Pensou em não comentar o que via, mas era impossível fingir que não via. Percebeu que ele preferia não falar, só ficar em silêncio, calou-se. Foi assim que ficaram durante todo o tempo que ficaram ali até saírem para caminhar. O silêncio foi indo lentamente e a conversa começou a fluir por um tempo, depois o silêncio, o beijo demorado e as carícias. Era por ela que ele derramava lágrimas, não podia tê-la por completo, a dor era insuportável. A noite caia e a praia foi ficando deserta, não resistiam mais, os corpos estavam conectados. As mãos deslizavam fortes e frágeis, as bocas uniam-se, as línguas se misturavam. A calcinha escorregou para o lado, os dedos a penetraram com força em um vai e vem enlouquecedor. As pernas se abriam mais para recebê-los, a bunda se inclinava para frente querendo mais e mais. O gozo foi longo e demorado, os gemidos foram abafados. Agora a boca deslizava no falo rígido, a língua ia e vinha por toda a extensão, deslizava pela boca babada e incandescente. Girava em torno da cabeça úmida. Escorria tesão pelo canto da boca, até o gozo jorrar forte em seu rosto triste. As lágrimas agora escorriam nas duas faces, precisam ir cada um para seu lado e a solidão voltava novamente.


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