Paixão e surpresa
- 27 de mai.
- 8 min de leitura
Atualizado: 5 de jun.
Roberta Valente
Marcelo era uma pessoa de bem com a vida. Adorava desafios. Estudou a vida inteira e agora estava no auge de sua carreira como delegado de uma importante divisão policial. Com seus 45 anos era um homem bonito e elegante.
Namorava Valentina há 5 anos. Era feliz! Valentina era bonita, inteligente e simpática. Chamava atenção por onde passava. Porém, faltava algo que Marcelo não sabia explicar. Estava incompleto, só não sabia exatamente o que faltava.
Sexta-feira depois do trabalho saiu com os amigos para tomar uma cerveja e acabaram a noite em uma boate retirada do Centro.
Carla era uma moça simples do interior. Veio para a cidade há cerca de um mês para cursar faculdade de direito e trabalhar. Bonita e inteligente, chamava
a atenção por sua beleza rústica e pela simplicidade. Agora estava preocupada, o que refletia em seu semblante triste, visto que arrumar trabalho estava difícil. Tentou tudo, mas não conseguia nada. Até Maria, sua amiga, falar-lhe de Roberta: - ouvi comentários de um trabalho de garçonete em uma boate. Pensei em você! Aqui está o número do telefone. Disseram para falar com Roberta.
O trabalho seria à noite em um bairro afastado do Centro. Contudo, não tinha escolha, precisava trabalhar.
Quando foi falar com Roberta sobre a vaga, a primeira coisa que Roberta foi falou foi as roupas que Carla estava usando: - são muito comportadas para este trabalho. Vai precisar usar uniforme, feito sob medida para você. Já vou avisando que é menos comportado que as roupas que está usando. A pele de Carla eriçou-se, ficou nervosa, mas se conteve.
No outro dia quando chegou ao trabalhou e viu as meninas se vestindo sabia que teria problemas naquele lugar. A roupa que as meninas usavam cobriam a mínima parte do corpo, a dela seria igual, com certeza. Nunca havia, sequer, usado uma mini saia e agora teria de usar aquilo!! Que Deus a protegesse!
Quando completou 20 anos, resolveu partir e buscar novos horizontes. Cursar faculdade de direito e trabalhar, esse era seu sonho. E agora estava na hora de partir para buscá-lo.
Carla nunca namorou. Mesmo seu amigo de infância sendo apaixonado por ela, e nunca à deixava esquecer disso, ela nunca teve nenhum interesse por ele ou por outros naquela pequena cidade. Dedicava-se a ajudar os pais e cuidar dos irmãos mais novos. A leitura de romances era sua diversão, devorava-os e se imaginava neles.
Quando resolveu partir, cortou o coração de todos, principalmente da mãe. Mas ela precisava encontrar seu próprio caminho, e assim deixou a cidadezinha.
Levou suas economias que agora já acabaram. Foi quando sua amiga, falou da boate.
Começou na sexta-feira, dia de maior movimento na casa. No início usou suas próprias roupas até o seu uniforme ficar pronto. Demorou uma semana e na sexta-feira o seu uniforme estava ali.
Quando olhou a roupa sobre a mesa o calafrio subiu novamente pelo corpo. Teve vontade de desistir, mas precisava do trabalho. Colocou-o. Era curto demais. Justo demais. Estava se sentindo nua, ou como sua mão chamava, uma mulher da vida. Quando Roberta a viu, derramou elogios. Todos à olhavam como se estivesse despida, e era como se sentia.
A pele era branca, parecia que nunca havia tomado sol. Os cabelos lisos, longos e negros. Seios grandes, porém, não chamativos. Com seus 1,70m e 63 kg sentia-se bem fisicamente. Era muito bonita, contudo, faltava um toque feminino. A beleza estava escondida atrás da timidez e falta de trato. O uniforme, uma leve maquiagem e um salto, não muito alto (que mesmo assim a fazia tropeçar em suas próprias pernas), a deixaram deslumbrante, mas sem perder o ar do interior. Parecia frágil como vidro.
Naquela noite, a boate estava a meia luz o que a deixava um pouco mais à vontade. Os clientes estavam se divertindo, não tomando conhecimento de sua presença. Conseguiu relaxar e esquecer o uniforme, por um breve momento.
Em uma mesa de canto, quase que escondida havia cinco rapazes. A conversa estava animada, todos muito bem-humorados. Pareceu-lhe que já haviam bebido bastante. Chamaram o garçom para que os servisse com mais uma rodada de cerveja. Carlos estava ocupado O garçom pediu que ela os servisse. Toda desajeitada em cima dos saltos e com cinco cervejas em uma badeja, tropeçou, caindo por cima da mesa. Marcelo conseguiu segurá-la e evitar um desastre maior. Alguns respingos de cerveja foram inevitáveis. Ficou tão envergonhada que os rapazes sentiram pena dela. Com os olhos marejados, trêmula e com o coração tão acelerado parecendo que queria saltar-lhe pela boca, limpou o que conseguiu, pediu desculpas e saiu cabisbaixa.
Naquela noite não voltou mais ao salão.
Marcelo não conseguia esquecer a cena e a tristeza nos olhos da moça. No entanto, o que mais chamou atenção foi a beleza rústica dela. A pele clara como a neve, deva-lhe um ar de fragilidade, os cabelos negros, contrastavam com lividez da pele. Ele queria tocá-la. Protegê-la.
A semana passou e a cena estava constantemente em sua cabeça. Na sexta-feira não resistiu, foi novamente à boate. Desta vez, sozinho, não queria causar um mal-entendido.
Durante a semana, Carla foi aos poucos se acostumando com o ambiente e com o uniforme. Havia feito amizade com as colegas. Estava bem mais à vontade. Os mais antigos na casa, pegaram Carla pela mão e foram ensinando tudo o que ela precisava saber para servir bem naquele ambiente.
Ela ganhou o coração de todos com sua alegria e força de vontade. Sentia-se
muito mais bonita e o sorriso brilhava na penumbra da boate. Estava finalmente
feliz.
A sexta – feira era a noite de maior movimento, todos estavam atentos aos clientes. No canto, na mesma mesa em que houve o desastre, Carla percebeu um homem só e com características familiares. Marcelo tomava uma cerveja. Sem saber muito bem por que estava ali e porque seus olhos buscavam alguém no meio da multidão. Até avistar Carla e não conseguir desviar os olhos. Estava estranhamente gostando do que via nela. Ela se aproximou da mesa, se sentia na obrigação de pedir desculpas pelo ocorrido
Quando chegou perto o coração gelou. Imaginou ser por vergonha. Tentou se explicar. A voz não saía. Respirou fundo e desandou a falar tudo o que vinha à mente.
- Está tudo bem, se acalme e não pense mais nisso. Ele disse com a voz suave.
- Obrigada! Replicou Carla
Ela agradeceu, saiu de perto e continuou seu trabalho até o fim da noite.
Marcelo, ficou mais feliz do que imaginava em vê-la.
Quando saiu do trabalho, já quase amanhecendo, ele estava parado em frente ao seu carro. Avistou-a e foi até ela. Ofereceu-lhe carona. Sem saber muito bem por que queria tê-la por perto por mais tempo. Ela pensou em não aceitar, mas estava tão cansada que agradeceu com um longo sorriso, encantando-o.
Morava distante do trabalho e quando voltava de ônibus levava cerca de duas horas para chegar. Estava, quase sempre, amanhecendo. Mesmo com alguma relutância, estava feliz pela carona.
A conversa foi agradável. Ele queria saber sobre a vida dela. Ao perceber que os olhos brilhavam ao falar de sua vida, a vontade de beijá-la aumentou, ficando quase insuportável. Carla tinha orgulho de si, e isso o fazia querer ficar mais perto ainda.
Ele falou um pouco de sua carreira, não mencionou a namorada. Não sabia exatamente o por que, sempre gostou de falar dela, contudo neste momento queria esquecê-la.
Ao perceber que Carla não estava confortável com sua posição social, começou a brincar com as palavras, relaxando-a. Logo à viu sorrir novamente.
Quando chegaram, o dia estava amanhecendo e o sol surgia no horizonte. Ela agradeceu a carona e despediu-se com um beijo na face entrando rapidamente em casa. Estava tão cansada que caiu na cama e adormeceu em seguida.
Marcelo fico pensativo e curiosamente feliz. Não sabia o que estava acontecendo, mas a sensação era boa.
Na sexta queria voltar a boate, entretanto, precisou fazer companhia a namorada que já estava reclamando de sua ausência. Não teve desculpas, precisou ficar.
Carla sentiu sua falta todos aqueles dias. Os dias passavam lentamente e a vontade de vê-lo aumentava a cada dia. O movimento da noite de sexta-feira foi intenso e logo esqueceu-o.
Uma semana passou e Marcelo estava ansioso pela sexta. Desta vez Carla não se empolgou, simplesmente esqueceu, ou quase esqueceu.
Quando o viu sentado na mesa do canto, o coração bateu forte, o corpo eriçou-se, estava prestes a explodir de alegria. Conversaram algumas vezes durante a noite. Marcelo disse que a esperaria até o fim da noite, percebendo a face de Carla iluminar-se mesmo na penumbra da boate.
No final da noite ele estava lá, esperando-a em frente ao carro. Foram por um tempo em silêncio, não sabiam o que falar. Queriam se tocar, o desejo ardia. Marcelo, porém, tinha medo de assustá-la e ela de parecer ousada demais.
Carla, trêmula, foi se despedir com um beijo na face, porém, Marcelo não resistiu, os lábios se tocaram e o beijo quente foi inevitável. O calor subiu pelos corpos intensamente. As mãos começaram a deslizar vagarosamente, precisava ver até onde poderia ir. Não conseguia conter o desejo. Carla tinha o corpo em chamas e o desejo corria como fogo, não era tão ingênua assim. As mãos estavam trêmulas, a face ruborizada. Não podiam mais esconder tudo o que esteve contido.
Marcelo continuou percorrendo todos os caminhos com voracidade. Ela estava paralisada, trêmula, arrepiada e incandescente. Queria-o. Todos os sentidos trabalhando de uma só vez, dirigindo-se para um mesmo local.
Era a primeira vez que estava sendo tocada daquela maneira. Que se permitiu o prazer do toque. Que sentiu a necessidade desesperada de alguém dentro de si. Queria aproveitar cada instante. Esperou por muito tempo. Agora, ali, somente com o sobretudo por cima do uniforme indecente, estava preparada para ele. Os seios estavam à mostra, o que facilitou a massagem com os dedos, e depois com a boca. Sentiu uma leve pressão no bico do seio, depois um pouco mais forte. Seu corpo falou, gritou por mais. Quando o sobretudo caiu, lá estava ela, os seios a mostra, as pernas arrepiadas. O cheiro do sexo exalava como o perfume de uma rosa. Ele conheceu o desejo dela, como nunca havia experimentado em outra mulher. As bocas se tocando. Os sabores se misturando. As mãos deslizando, fazendo o caminho até o meio das pernas. O corpo dela se jogando para frente. Os gemidos de prazer. O fogo ascendido somente ao toque. O vestido subindo acima da cintura. A calcinha de renda preta agora puxada para o lado. Os dedos acariciando sua a vulva. Ela estava prestes a explodir. Ele relaxou, os movimentos estavam mais lentos. Ela estava quase implorando. O banco do carro se deitou. Ela o puxou para mais perto de si. Os dedos dele saíram do meio das pernas dela, úmidos, quentes. Ela estava entorpecida de desejo. Estava totalmente entregue. Agora os beijos no pescoço, seu no colo, nos seios. Ela sentia a boca quente, úmida. Gemeu alto, ele voltou a brincar com os mamilos. Um, depois o outro. Sentiu a umidade entre as pernas. A boca dele agora no umbigo, fazendo voltas. Estava maravilhada. A boca dele desceu mais, entre suas pernas. A umidade dela, ele queria saboreá-la. Sugar tudo o que pudesse. Quando encostou a língua, sugou o clitóris, estava ávido por seu gozo. Ela não resistiu. O gozo. O instante em que foi ao céu e ao inferno ao mesmo tempo. A língua dele voltou a brincar. A sugar o líquido dela. O coração querendo fugir do peito. A respiração ofegante. As pernas bambas. Colocou-a em seu colo com toda delicadeza. Ela ainda não havia se recuperado. Foi com calma. Ela estava abrindo-se. Recebendo-o. Lentamente. Ela era apertada. Ele exageradamente grande. A sensação de poder dele sobre ela naquele momento foi inevitável. Lentamente foi entrando, abrindo caminho. Sem pressa iniciou o vai e vem, ela gemia, ora de dor, ora de tesão.
O gozo veio logo. Encheu-a. A umidade em seu colo. O que estava havendo? Sangue. Não podia ser! Ela era virgem! O coração disparou. Ela não era ingênua, sabia que ia acontecer. Não falou, não o queria assustar. Estava decidida. As emoções foram intensas. Ela ainda não estava recuperada. As pernas bambas e o coração ainda disparado. Ele ficou imóvel por um breve momento. Precisava assimilar o que havia acontecido. A felicidade de tê-la superou tudo. Felicidade. Abraçou-a como se quisesse protegê-la. Ficaram ali por um longo tempo, até o pôr do sol.




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