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NO RESTAURANTE

  • 14 de mai.
  • 4 min de leitura

Irmã Danna



No dia seguinte acordei especialmente quente. Não que eu estivesse fogosa – se bem que sou, e muito – mas normalmente conseguia esperar a hora certa de ter meu Reno só pra mim. Na verdade, nenhum dos dois sabia bem quem tinha começado a brincadeira, quem tinha reparado primeiro que aquela mesa do Restaurante Paprika, escondida num canto, perto da parede, era perfeita para brincar de um atiçar o outro. É provável que tenha sido eu mesma, já que eu saíra de casa propositalmente com o meu vestido mais curto, bem esvoaçante, perfeito para sentir o calor das mãos dele na minha perna, mãos de homem mesmo, tão sexy isso, eu lucubrava.


Mas meus pensamentos simplesmente travaram quando a mão dele passou a buscar o começo da minha coxa, a apertar, apalpar minha virilha, e depois a passar os dedos por sobre a minha calcinha – tão molhado lá, culpa dele, que fazia minha xaninha ficar assim toda viva! Ai, como eu gostava e ao mesmo tempo não gostava desse suspense, era quase maldade ter aquele paninho entre a mão e o sexo, impedindo um dedo valente e desbravador de sentir o meu calor. Mas Reno parecia gostar de me ver no limite da vontade, quase que não conseguindo disfarçar a situação para o garçom que lhe trazia um suco de maçã gelado. "Obrigado, amigo" foi só o que ele disse, mas sua voz baixa e rouca denunciava que algo anormal estava acontecendo por baixo do enorme guardanapo azul claro e foi só o rapazinho loiro de brinquinho na orelha virar as costas para que meu gato recebesse um beijo mais molhado do que minha xaninha apetitosa e gulosa. Foi esperteza minha, é claro, pois isso fez com que ele arrastasse aquela maldita calcinha alguns centímetros com seus dedos ávidos e atrevidos deixando minha bucetinha à mostra e na minha cabeça o mundo passou a ser um turbilhão de línguas e mãos. Reno apertava meu clitóris lentamente com a ponta dos dedos e eu afundei as minhas unhas naqueles cabelos espetados que só o meu gato sabia ter. Que tesão, meu Deus!


Nossa, o que nós estávamos fazendo ali? Onde Reno estava com a cabeça quando resolveu me levar para jantar mesmo contra a minha vontade? Eu tinha dito a ele que nesta noite eu queria mesmo era ser possuída, comida, mordida, chupada… o jantar à luz de velas que ficasse para uma outra oportunidade! Mas como negar o convite de um huno faminto?


E agora estávamos ali, sem ligar o mínimo pra sopa de frutas supostamente afrodisíaca que aguardava na mesa, sem forças pra parar a nossa sacanagem semipública e ir pra outro lugar mais íntimo. Reno segurava meu sexo com sua mão firme, dedilhava minha entradinha justinha e macia e eu sentia o volume crescente entre as pernas grossas dele com minha mão enquanto tomava cuidado para abrir o cinto sem que ninguém reparasse.


Não demorou muito e o pau dele estava todo na minha mão, firme e latejante.  Tive um lampejo e disse baixinho no seu ouvido, “Vamos ver se esta sopa é afrodisíaca mesmo!”.  Com a outra mão segurei a colher de sopa e imergi-la no líquido doce e espesso.  Derramei o conteúdo na cabeça do pau do meu amor (que só disse, sorrindo, “ainda bem que este prato eles não servem fervendo!”) e – depois de verificar que o garçom estava a uma distância segura – caí de boca naquele pinto gostoso que eu tanto amava.  Mmmm, estava com um gostinho meio de pêssego, meio de cereja, que delícia!  Eu lambia e chupava com vigor para não perder nenhuma gota daquela sopa maravilhosa que tinha se misturado com um pouco do seu suor.  Minha língua fazia círculos em volta da cabeça do pau do meu amado e logo depois eu colocava ele todo dentro da minha boca... fiz isso inúmeras vezes, enquanto Reno acariciava meus cabelos e orientava minha cabeça para aumentar o seu prazer.  Toda vez que o gostinho agridoce acabava eu repetia a operação com nova colher de sopa, até que a tigelinha sobre a mesa ficou vazia e eu disse, “Agora, quero a melhor parte deste manjar!”.

“Mas Danna, você quer mesmo que eu goze aqui no restaurante?” perguntou meu gato, mas ele já pressupunha minha resposta, pois nem tentou tirar seu pau de entre meus lábios...


Eu queria sentir ele ejaculando na minha língua, queria comparar o gosto da sopa afrodisíaca com o do seu suco maravilhoso da vida... e comecei a sugar como uma bezerrinha, ao mesmo tempo masturbando-o com meus dedos e pedindo que ele jorrasse a sua sopa afrodisíaca o mais rápido possível dentro da minha boca.  O garçom voltaria a qualquer instante e perceberia minha pose incomum para um restaurante fino, o pentelho displicente na colher de sopa, e eu como moça de família não poderia permitir tal falta de classe.


Reno fechou os olhos e seu corpo todo tremeu. “Danna, sua danada!” ele disse e uma explosão de prazer inundou o céu da minha boca.  “Querida, este foi o melhor gozo da minha vida!” ele disse sorrindo e me abraçou com carinho.


Limpei a colher com o guardanapo azul claro assim que me recompus e pagamos a conta, mas até hoje fico em dúvida quanto a o que o garçom viu ou não viu, pois quando saímos do restaurante, ele me deu uma discreta piscadela.


Adoro sopas afrodisíacas desde aquele dia...


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