top of page

Fogo

  • 15 de mai.
  • 2 min de leitura

Roberta Valente



O calafrio subiu pelo corpo nu. Senti os dedos dele percorrendo as costas. O desejo roçando minhas pernas. Não resisti. Puxei-o para perto. Queria-o dentro. O beijo esquentou mais os corpos que já estavam ardentes. Os dedos beliscavam levemente os mamilos rígidos. Não haviam palavras, não precisava. Éramos tesão. Éramos desejo.

As mãos, agora, entre as pernas, bulinando o íntimo úmido. Entrando, saindo, revirando-se. Lá estava ele, todo meu. Os dedos firmes buscando as paredes escorregadias pela umidade quente. Eu era tesão. Queria-o. Calmo, sem pressa.

Aproveitava cada momento. Me retorcia. Precisava dele. Queria-o dentro. O corpo pedia por mais. Os seios rígidos. O corpo explodindo tesão. Não havia pressa. Estava indo a loucura. Trouxe à minha boca o membro quente, ereto. Senti o pulsar do tesão. Suguei-o. Deslizei a língua por toda a extensão vigorosa da luxuria febril. Da raiz a cabeça úmida pelo prazer. Da cabeça úmida a raiz nervosa. Queria-o todo dentro de mim.

Deitou-me suavemente. Abriu as pernas trêmulas. Chegou ao íntimo escorregadio pela umidade. Senti a língua escorregando para dentro. Acariciava ao mesmo tempo que sugava o clitóris duro, oferecendo-se a mais prazer. A pele lisa deixava o líquido escorrer facilmente entre as nádegas. Onde era buscado avidamente pela língua desejosa do sabor do sexo. O cheiro do sexo agitava o libido. Queríamos mais. Queríamos tudo. Elevou minhas pernas à seus ombros, expondo-me a ele. Senti abrindo-me com todo sua volúpia. Era sua. Entregue totalmente. Queria-o dentro.

Calmamente foi abrindo-me. Senti as paredes separando-se. Senti todo no fundo. Quietinho. Então quase fora. Dentro, forte. Saindo lentamente. Entrando com desejo. Não resisti, gozei loucamente. Gemi, gritei. Queria mais. Um momento ímpar. O momento nosso. O gozo escorrendo. Então, seus gemidos. O calor unindo-se a meu gozo. Éramos líquidos se misturando. Éramos prazer contido. Éramos um.


Comentários


bottom of page