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Idealizado por Giuseppe Cadura e Roberta Valente 

Delicias da quarentena

  • Roberta Valente
  • há 7 horas
  • 1 min de leitura

Roberta Valente


A lua cheia iluminava o céu!

Depois de dias de isolamento Luís Mauricio saiu à sacada.

O corpo relaxado, a taça de vinho sobre a mesa,

Bocejou, olhou a rede presa nos pilares, era tudo o que queria.

Deitou o corpo de forma que pudesse olhar os prédios

Não era tarde, podia ver luzes acesas e pessoas circulando no prédio em frente

Distraído, os olhos passavam sobre as cenas distantes

No começo foi interessante, depois cansou e adormeceu

Acordou no meio da madrugada com o corpo dolorido. Precisava alongar-se!

A luz acesa no apartamento em frente chamou atenção

Via pela janela, sobre a cama, uma silhueta feminina

Pele dourada e longos cabelos loiros caindo sobre os ombros

O corpo era desenhado com perfeição

Atraente, encantador, tesão...

Foram seus primeiros pensamentos

Parecia vê-lo, mas era impossível, estava no negrume da sacada

A bela moçoila movia-se sobre a cama exibindo o torso desnudo

Queria tocá-la

Os seios perfeitos, rígidos, com aureolas macias

O colo perfeito

O ventre era firme

A pele dourada

Imaginava-se, contornando, deslizando a ponta dos dedos sobre o corpo nu

Beijando a nuca, as costas

Então, o ventre...

Quanta perfeição!

Estava fascinado

Os pelos dourados, pareciam reluzir ao luar

A bunda

 

Que bunda!

Perfeita, quente, saborosa...

Mordiscar, apalpar aquelas ancas

Se conseguisse, estaria no céu

As pernas longas, esculpidas

Os pés! Ah, como seriam os pés?

Unhas vermelhas?

Delicados?

Então, a cortina fechou



 
 
 

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